Setembro Vermelho: doenças cardiovasculares

Setembro Vermelho – Atualizações das doenças cardiovasculares em cães e gatos

As enfermidades cardiovasculares em pequenos animais são frequentemente diagnosticadas na rotina clínica, algumas com a necessidade de tratamentos imediatos, outras apenas com acompanhamento do cardiologista veterinário.

A campanha Setembro Vermelho foi criada a partir da iniciativa da Federação Mundial do Coração e da Organização das Nações Unidas (ONU).

Com o objetivo de homenagear o Dia do Coração (29 de setembro), visando a conscientização quanto aos cuidados das doenças cardiovasculares, consideradas em humanos, a primeira causa de morte no Brasil, seguida pelos diversos tipos de câncer, diabetes, doenças respiratórias e aparelho digestivo. 

Quando comparamos com os animais, não podemos afirmar que seja a primeira causa de morte, porque temos uma diversidade de espécies, no qual apresentarão outras causas, como, por exemplo, em silvestres, o atropelamento em destaque. Porém, mesmo assim, as doenças cardiovasculares são intensamente estudadas e com terapêuticas avançadas e promissoras na medicina veterinária. 

As enfermidades cardiovasculares em cães e gatos podem ter várias etiologias, dentre elas de origem congênita ou adquirida. Quanto às adquiridas devemos considerar alguns fatores de risco, como sedentarismo, obesidade, alimentação desequilibrada associada ao não acompanhamento do médico veterinário. 

As mais comuns são:

  • Cães de porte pequeno: Doença Valvar Degenerativa é uma condição progressiva no qual as válvulas cardíacas se degeneram, principalmente mitral, tornando-se espessas e de forma irregular, permitindo o refluxo dentro do coração. Raças pré-dispostas: Poodles, Cavalier King Charles Spaniel, Teckel, Yorkshire, Shih Tzu.

  • Cães de grande porte: Cardiomiopatia dilatada é uma enfermidade causada por genética, predisposição racial (Doberman, Boxer, Cocker Spaniel, Dogue Alemão, São Bernardo), deficiências nutricionais, doenças infecciosas, toxinas, medicamentos, idiopáticas. A capacidade do coração bombear sangue fica insuficiente, afeta principalmente o ventrículo esquerdo, fazendo com que se dilate e enfraqueça.

  • Gatos: Cardiomiopatia Hipertrófica pode estar associada a hipertireoidismo ou hipertensão, e afeta praticamente 15% dos gatos domésticos, sendo mais comum em Maine Coon, Ragdoll, British Shorthair. Caracteriza-se pela hipertrofia ventricular esquerda, com crescimento de tecido fibroso dentro do músculo cardíaco, resultando em disfunção diastólica e aumento da pressão de enchimento ventricular esquerdo, levando a insuficiência cardíaca congestiva. 

Sintomas observados nas doenças cardiovasculares:

Vários são os sinais descritos, porém a principal queixa do tutor é o cansaço ao realizar as atividades diárias de rotina, assim como:

  • Apatia
  • Fraqueza
  • Tosses
  • Cianose
  • Síncope
  • Distensão abdominal
  • Perda de peso
  • Taquipneia / dispneia

Quais meios diagnósticos

Os principais meios incluem:

  • Raio X de tórax
  • Eletrocardiograma
  • Ecocardiograma
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância Magnética
  • Exames hematológicos 

Existe prevenção para doenças cardiovasculares?

Como qualquer enfermidade, a prevenção é a melhor forma de “tratar” o paciente, evitando complicações irreparáveis, ou até mesmo inibindo o desenvolvimento. 


O acompanhamento junto ao médico veterinário cardiologista é o principal, além do controle na alimentação, oferecendo alimentos de qualidade e saudáveis, a atividade física constante, respeitando sempre o limite do paciente. Caso o animal esteja impossibilitado de realizar exercícios por debilidades motoras, verificar a possibilidade de atividades como natação. Desta forma, quanto mais cedo o diagnóstico, maior longevidade e qualidade de vida do animal. 

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