O controle vacinal de cães e gatos é uma das estratégias mais eficazes na prevenção de doenças infectocontagiosas e na promoção da saúde animal. Mais do que iniciar o ciclo vacinal nos primeiros meses de vida, é fundamental manter os reforços anuais em dia, garantindo níveis adequados de proteção ao longo de toda a vida do pet.
Na rotina clínica, o acompanhamento do calendário vacinal não é apenas uma recomendação: é uma prática indispensável para a segurança do paciente e para a qualidade dos atendimentos.
Por que a vacinação é fundamental para cães e gatos?
As vacinas são substâncias biológicas produzidas a partir de vírus e bactérias inativados ou atenuados, capazes de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos contra determinadas enfermidades.
A primeira imunização do filhote ocorre ainda na fase gestacional, por meio da transferência de anticorpos via placenta e, principalmente, pelo colostro nas primeiras horas de vida. No entanto, essa imunidade passiva é temporária.
A partir da oitava semana de vida, ocorre a queda progressiva desses anticorpos maternos, tornando o animal mais vulnerável a infecções transmitidas por contato direto, secreções, aerossóis e fômites. É nesse momento que o protocolo vacinal se torna decisivo para estabelecer uma imunidade adquirida eficaz.

Protocolo vacinal em cães: quando iniciar e quais vacinas aplicar
A primovacinação em cães geralmente começa entre a sexta e a oitava semana de vida, com término preferencial até a 16ª semana, conforme protocolo definido pelo médico veterinário.
As primeiras aplicações são feitas com vacinas múltiplas (polivalentes), em intervalos de aproximadamente três semanas, totalizando de três a quatro doses, dependendo da raça, idade e avaliação clínica.
Principais enfermidades cobertas pela vacina polivalente canina
Parvovirose – doença altamente contagiosa, com sinais gastrointestinais graves e alta taxa de mortalidade em filhotes.
Cinomose – afeta sistemas neurológico, respiratório e digestivo, com elevada letalidade.
Coronavirose – provoca distúrbios gastrointestinais.
Leptospirose – zoonose de grande importância em saúde pública, com múltiplas cepas incluídas nas vacinas.
Hepatite Infecciosa Canina – compromete fígado e vasos sanguíneos, com sinais hemorrágicos e icterícia.
Adenovirose canina tipo 2 – associada à traqueobronquite infecciosa.
Parainfluenza canina – causa importante de doenças respiratórias.
Após a conclusão da polivalente, o protocolo pode incluir ainda:
- Vacina antirrábica
- Vacina contra gripe canina (traqueobronquite infecciosa)
- Vacina contra giardíase
Protocolo vacinal em gatos: proteção desde os primeiros meses
Nos felinos, a primovacinação ocorre a partir da oitava semana de vida, com duas doses em intervalo de três semanas. Estão disponíveis diferentes formulações:
- Vacina Tríplice (V3) – Panleucopenia, Rinotraqueíte e Calicivirose
- Vacina Quádrupla (V4) – V3 + Clamidiose
- Vacina Quíntupla (V5) – V4 + Leucemia Viral Felina (FeLV)
Principais enfermidades prevenidas
Rinotraqueíte felina – doença respiratória causada pelo herpesvírus felino.
Panleucopenia felina – enfermidade grave com sinais gastrointestinais intensos.
Calicivirose felina – afeta o trato respiratório e a cavidade oral.
Clamidiose felina – infecção bacteriana com manifestações oculares e respiratórias.
Leucemia Viral Felina (FeLV) – retrovírus associado à imunossupressão e neoplasias.
Assim como nos cães, os gatos também devem receber a vacina antirrábica e manter os reforços anuais rigorosamente atualizados.
Armazenamento e conservação das vacinas veterinárias
As vacinas são produtos biológicos sensíveis e devem ser armazenadas obrigatoriamente entre 2°C e 8°C, sem congelamento.
Durante o transporte, devem permanecer em caixas térmicas adequadas, com controle rigoroso de temperatura até o momento da aplicação. Qualquer falha nesse processo compromete a eficácia imunológica do produto.
Avaliação clínica antes da vacinação: etapa indispensável
Somente o médico veterinário está apto a realizar a vacinação. Antes da aplicação, o animal deve passar por avaliação clínica completa, incluindo:
- Temperatura corporal
- Frequência cardíaca e respiratória
- Avaliação de mucosas e pulso
- Anamnese detalhada
Essa etapa é fundamental para reduzir riscos e garantir a segurança do paciente.
Reações adversas: o que observar após a vacinação
Eventualmente, podem ocorrer reações indesejáveis, como, reações locais (edema, urticária, prurido, queda de pelos), hipertermia, apatia ou anorexia
Em casos mais graves, como dispneia, cianose ou tremores, o atendimento veterinário deve ser imediato.
Carteira de vacinação: controle que garante saúde e segurança
A carteirinha de vacinação é um documento essencial e deve ser mantida atualizada pelo médico veterinário responsável. O acompanhamento correto dos reforços garante níveis adequados de imunidade, reduz riscos epidemiológicos e contribui para a saúde coletiva.

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